A Magia de Miró

Pictograma-artesPeríodo: De 29 de Julho a 28 de Setembro de 2014
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – RJ
Realização: Zingara Comunicação Marketing e Produção Ltda

Universo particular de Miró chega à Caixa Cultural
GUILHERME SCARPA

Alfredo Melgar é médico, fotógrafo, galerista, Conde de Villamonte e ainda tem uma coleção invejável de trabalhos de Joan Miró (1893-1983). Produzidas entre 1962 e 1983, período em que ele e o pintor se tornaram amigos, as 69 obras do artista plástico catalão chegam à Caixa Cultural Rio na exposição “A magia de Miró”, em cartaz desde terça, após passar por São Paulo e Curitiba. Mas não é só isso. Além dessas telas, que denotam uma fase mais experimental de Miró, 23 fotografias em preto e branco de Melgar documentam os bastidores desse período.

— Quando conheci Miró, ele estava vestido como um dândi, de porte e maneiras aristocráticas. Seus olhos azuis, penetrantes e sonhadores traziam o ar do Mar Mediterrâneo. Ao seu lado, sempre discreta e elegante, Pilar Juncosa (mulher de Miró). Eu tinha na época menos de 30 anos, minha obra fotográfica era escassa — relembra o fotógrafo.

Entre seus registros, há imagens do ateliê em Paris do artista plástico e também de seus últimos anos de vida.

Trazida ao Brasil pela produtora Denise Carvalho, a exposição, segundo ela, “mostra mais a intimidade de Miró”.

— Sou apaixonada por ele. E aqui podemos ver muitas gravuras, versões para um mesmo trabalho. É um lado mais experimental. As fotografias são incríveis. Ele era muito libertário — analisa Denise.

Entre as obras em exposição na Galeria 3 da Caixa, estão “Chien” (1976) e “La cascade” (1964, foto). Há também trabalhos feitos nos últimos cinco anos de vira de Miró, que morreu aos 90 anos.

— Ele gostava de transformar em arte qualquer coisa que recebia: embalagens, lixa de parede, rolhas… Esse tipo de experimentação é bem interessante para o público — recomenda Denise Carval